O estado de Mato Grosso do Sul enfrenta um grande desafio ambiental com o aumento do risco de incêndios devido à estiagem prolongada e às altas temperaturas. A falta de chuvas suficientes para repor o déficit hídrico, especialmente na região pantaneira, gerou um cenário de emergência, levando o governo estadual a declarar uma situação de emergência ambiental. Essa medida, anunciada recentemente durante o lançamento do Pacto pelo Pantanal, visa proteger as áreas mais vulneráveis e estabelecer ações preventivas.
Com a chegada do outono e a transição do período chuvoso, o governo de Mato Grosso do Sul determinou que as autoridades tomem medidas mais rigorosas para evitar que as queimadas se alastrem, o que é uma preocupação crescente para as áreas de preservação ambiental e para a saúde da população. A decisão de declarar emergência ambiental tem como objetivo mobilizar esforços imediatos para prevenir desastres e reduzir os impactos que os incêndios podem causar nas comunidades e na fauna e flora locais.
Além da emergência ambiental, o Pacto pelo Pantanal foi criado para reforçar as ações de preservação e recuperação do bioma. Com um investimento de R$ 1,4 bilhão até 2030, o pacto tem como principal proposta o pagamento por serviços ambientais (PSA), incentivando os produtores rurais a adotar práticas que contribuam para a conservação do meio ambiente. Este modelo visa não apenas mitigar os efeitos das queimadas, mas também proporcionar alternativas sustentáveis de renda para a população local.
A situação de emergência também trouxe medidas operacionais, como a atuação do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), que ficará responsável pela regulamentação das atividades de queima controlada. A criação de aceiros – faixas de terreno desmatadas para evitar a propagação do fogo – também será uma prioridade durante o período de risco. Essas ações são essenciais para minimizar os danos causados pelos incêndios e garantir a segurança das áreas mais vulneráveis.
Outro passo importante é o investimento do governo estadual na capacitação e na infraestrutura de combate ao fogo. A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sejusp) destinou R$ 34 milhões para fortalecer a atuação do Corpo de Bombeiros, que contará com novas viaturas, embarcações e aviões para atuar em áreas de difícil acesso, especialmente no Pantanal. O aumento de 177 militares em 11 bases estratégicas visa garantir uma resposta rápida e eficiente aos incêndios que possam surgir.
A crise hídrica que o estado enfrenta tem gerado grandes desafios para os produtores rurais e para as comunidades locais, que já sofrem com a escassez de água e a dificuldade de manter as atividades agrícolas. A situação de emergência ambiental em Mato Grosso do Sul é uma tentativa de mitigar os impactos da seca e dos incêndios florestais, que são frequentes nesta época do ano. A medida também busca evitar a propagação de incêndios que possam comprometer a saúde pública e o ecossistema local.
O Pacto pelo Pantanal também destaca a importância de ações conjuntas entre o governo, produtores e a população para promover uma convivência harmoniosa com o meio ambiente. A colaboração é vista como um pilar fundamental para a preservação da biodiversidade local e para garantir a sustentabilidade a longo prazo da região pantaneira, que é de extrema importância não só para o estado, mas também para o Brasil e o mundo, devido à sua rica diversidade ecológica.
Dessa forma, a emergência ambiental decretada em Mato Grosso do Sul não é apenas uma resposta imediata aos incêndios, mas parte de uma estratégia maior para reverter a degradação do meio ambiente e promover o uso sustentável dos recursos naturais. Com investimentos em infraestrutura e ações de conservação, o estado busca melhorar a qualidade de vida de seus habitantes e garantir que o Pantanal continue sendo um dos maiores patrimônios naturais do Brasil.
Autor: Staux Umeran