O excesso de pele pode surgir mesmo com peso estável, exigindo avaliação técnica adequada, afirma Haeckel Cabral Moraes.

Haeckel Cabral Moraes analisa frequentemente a mesma dúvida no consultório: como pode existir flacidez relevante quando o número na balança praticamente não muda. A associação automática entre excesso de pele e grandes emagrecimentos é comum, porém nem sempre descreve o que acontece no corpo ao longo dos anos. Nota-se que a pele responde a processos biológicos progressivos, a hábitos acumulados e a características individuais, de modo que o peso estável não impede mudanças no contorno.

O tempo e a qualidade da pele como fatores centrais

A pele envelhece de forma contínua, com redução gradual de colágeno, elastina e capacidade de retração. Assim, mesmo que a composição corporal pareça “a mesma”, o tecido de revestimento passa a acompanhar com menos eficiência a estrutura que está por baixo, o que torna a sobra cutânea mais aparente em regiões específicas. 

Na visão de Haeckel Cabral Moraes, a genética e o histórico de exposição solar influenciam intensamente a firmeza. Há pessoas que preservam elasticidade por mais tempo, enquanto outras apresentam envelhecimento cutâneo precoce, ainda que mantenham rotinas semelhantes. Além de predisposição, fatores como tabagismo, sono e cuidados cotidianos interferem na microestrutura do tecido, alterando o modo como a flacidez se instala e progride.

Oscilações discretas e o efeito cumulativo no contorno

Ainda que não exista um grande emagrecimento, pequenas oscilações de peso, repetidas por anos, criam ciclos contínuos de distensão e acomodação. A cada ganho, a pele se estica um pouco, a cada perda, precisa retrair para se ajustar novamente. Com o tempo, essa retração tende a ficar menos eficiente, sobretudo quando se soma ao envelhecimento natural. Dessa forma, uma trajetória marcada por “sobe e desce” moderado pode resultar em sobra de pele comparável à observada após mudanças mais expressivas.

Haeckel Cabral Moraes explica que a flacidez nem sempre está ligada à grande perda de peso, mas ao comportamento dos tecidos.

Haeckel Cabral Moraes explica que a flacidez nem sempre está ligada à grande perda de peso, mas ao comportamento dos tecidos.

De acordo com Haeckel Cabral Moraes, esse componente acumulativo costuma passar despercebido, porque o paciente não registra as oscilações como relevantes. Ainda assim, o corpo contabiliza esse histórico. Por outro lado, musculação, alimentação e melhora de hábitos têm papel real no aspecto global, pois ajudam na composição corporal e no tônus, mesmo quando não eliminam totalmente a flacidez.

Hormônios e redistribuição corporal sem mudança na balança

Mudanças hormonais ao longo da vida também impactam a pele e a forma do corpo, inclusive sem grande alteração de peso. Em diferentes fases, a distribuição de gordura pode migrar para outras regiões, o que altera a sustentação local e evidencia flacidez onde antes não havia. Assim, a percepção de “corpo diferente” pode surgir mesmo com o mesmo peso, porque a relação entre pele, gordura subcutânea e estrutura de suporte se reorganiza gradualmente.

Sob a perspectiva de Haeckel Cabral Moraes, essa leitura ajuda a evitar frustrações com estratégias que, embora essenciais para a saúde, não resolvem toda a demanda estética. Exercícios e dieta podem reduzir volume e melhorar condicionamento, contudo a sobra de pele permanece quando a retração já está limitada. Sendo assim, a avaliação deve diferenciar excesso cutâneo, gordura localizada e flacidez associada à qualidade do tecido, pois cada fator pede uma abordagem distinta, com metas compatíveis com a anatomia.

Quando a cirurgia faz sentido e como alinhar expectativas

A indicação cirúrgica entra em discussão quando o excesso de pele compromete o contorno, causa incômodo funcional, favorece assaduras, dificulta roupas ou não responde a medidas conservadoras. Nesses casos, procedimentos de remoção de sobra cutânea e reposicionamento de tecidos costumam oferecer resultado mais previsível, sobretudo quando a pele já não acompanha a estrutura corporal. Conforme avalia Haeckel Cabral Moraes, esperar por um emagrecimento que não existe pode atrasar uma solução tecnicamente adequada, porque a origem do problema não está apenas no peso.

O planejamento precisa ser individualizado, considerando localização da flacidez, qualidade do tecido, rotina e objetivos do paciente. Por fim, o alinhamento de expectativas é parte central do processo: a cirurgia pode melhorar proporção e contorno, porém não transforma limites anatômicos em promessas irreais. Assim, quando a pessoa entende que flacidez pode surgir com peso estável, a decisão se torna mais racional, focada em impacto e indicação.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

 

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